As minas de BH

1 dez

O graffiti feminino não está presente apenas em São Paulo, mas também em diversas outras cidades desse país gigante. Adoro quando conheço o trabalho de garotas que estão em outros estados, alias eu procuro achar essas garotas de forma exaustiva até. Nesse post apresento 5  mineiras que tem um talento em tanto para os muros.

Em uma tarde quente de Belo Horizonte, Raquel, Krol, Musa, Viber e Nica se reuniram para fazer o mural que vocês conferem abaixo:

Fotos: Mariana Valentim

Postado por: Bela Gregório

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Martha Cooper

18 nov

Martha Cooper nasceu em Baltimore, Estados Unidos, na década de 1940. Estudou artes no Colégio Grinnel e começou a fotografar no final dos anos de 1960.

A fotógrafa registrou a cena do graffiti nos trens de Nova York entre as décadas de 1970 e 1980. Seus registros se transformaram no livro Subway Art, publicado em 1984, e considerado uma das primeiras publicações da história do graffiti.

Cooper é importante por ter entrado e se arriscado na linha dos trens para capturar momentos únicos do início da cena do graffiti em Nova York.

Além disso, seu trabalho aborda mais que imagens de interventores em ação. A sensibilidade e vivência no meio deram a Cooper uma visão única que é refletida em imagens que vão além dos trens e partem para o cotidiano desses primeiros grafiteiros.

Fotos: Reprodução

Postado por: Bela Gregório

Entrevista: Tikka

9 nov

Ana Carolina Meszaros descobriu os muros no ano de 2002. Através do incentivo do grafiteiro Nove, o primeiro a observar seus desenhos, começou a se aventurar nos muros de São Paulo.

Como surgiu a sua paixão pelo graffiti?

Comecei a ficar interessada quando realmente reparei em como e onde estava o graffiti. Com certeza o que mais me encantava era a possibilidade de pintar trabalhos que seriam muito maiores do que eu, esse fator continua sendo o meu maior encanto.  A forte identidade presente nos trabalhos também me chamou muito a atenção, cada um tinha um estilo muito próprio e podia ser reconhecido com facilidade. O fato de você intervir não só em um espaço, mas também com todo um cenário urbano e muitas pessoas também é um diferencial que conquista.

Você já desenhava antes de pintar muros?

Desenho desde muito nova. Quando criança, já tinha vários desenhos de giz de cera na parede do quarto. Com o graffiti, a relação do incentivo unido a idade me fez realmente evoluir nos desenhos.

Quais foram suas principais influências?

Tive influência principalmente de ilustrações de livros. Como achava muito importante que cada artista tivesse um estilo próprio e único, tomava muito cuidado para não me influenciar pelos artistas de rua que eu gostava e acabar ficando com o trabalho parecido.

Existiu alguma garota como referência?

Eu tinha muita admiração pelas meninas que pintavam. Lembro de ter ido ver a Nina e a Ana Clara pintar, também procurei trabalhos da Aline.  Lembro também que quando fui ver a Ana Clara fiquei muito encantada, além do trabalho, mas também porque me disseram que ela dava oficina de graffiti, e eu achei isso muito legal.

Hoje, o que a arte representa na sua vida como um todo?

É a minha vida! Se tratando de pintar ou não. Porque o graffiti foi o fio condutor da vida que levo hoje. Como comecei muito cedo, não fiz outras coisas. Esse meio me levou aos amigos que tenho, as informações que busco, aos lugares que conheci, ao meu trabalho e, sem a menor dúvida, o meu futuro.

Mais Tikka em: http://www.flickr.com/photos/tikka_noturnas

Fotos: Bela Gregório

Postado por: Bela Gregório

Entrevista: Waleska Nomura

1 nov

Waleska Nomura, 35 anos, conheceu o graffiti através do irmão, e também artista urbano, Tinho. Pegou a primeira lata de spray aos 11 anos, enquanto mexia nas coisas do irmão mais velho. Após pintar a porta do quarto inteiro, não quis parar mais. Nessa entrevista, ela conta um pouco daquilo que o graffiti representa para ela.

Qual foi o seu encanto pela arte de rua, pelo graffiti? Como isso se tornou parte da sua vida e do seu cotidiano?

Quando eu peguei numa lata de spray pela primeira vez, foi quando eu tinha 10 ou 11 anos, achei no quarto do meu irmão, ele tinha uns 13, 14 anos.  A porta dele já estava toda pintada e resolvi testar a lata, aquilo me fascinou tanto que pintei toda a porta do meu quarto também. Mas o encanto mesmo veio quando eu comecei a pintar nas ruas, com contato direto do público. Podendo pintar o que eu quisesse e passar a mensagem que quisesse para milhões de pessoas que passassem pela rua.

Sendo uma das poucas mulheres na rua quando começou, em algum momento teve medo ou se sentiu vulnerável?

Eu sempre fui meio doidinha quanto a minha segurança, sempre fui muito atirada para tudo. Bem antes de eu começar a pintar, já freqüentava muitos shows de Hardcore e me jogava do palco, confiando em alguns amigos que iriam me pegar lá embaixo, se eu gosto ou acredito em algo, eu pulo de cabeça mesmo. Quando eu comecei a fazer o graffiti, um dos motivos que me fascinou mesmo, foi esta sensação de perigo, de adrenalina.  Quanto à vulnerável, eu sempre me sinto vulnerável! Andando pelas ruas, dirigindo o carro a noite, no ônibus, dormindo…  Mas o único momento que eu não me sinto vulnerável é quando eu estou pintando, seja na rua ou no atelier, eu me sinto feliz e protegida. Porque ali eu me coloco em um mundinho só meu.

Você observa algum tipo de distinção ou peculiaridade no graffiti feminino? 

Não em todas as artistas, mas na maioria, da para notar sim, pois as mulheres são, na maioria, mais sensíveis que os homens. Os homens têm uma visão mais direta, mais prática, a mulher, geralmente, tem uma visão mais romântica, mais florida, eu acho.

Fala um pouco do seu trabalho intitulado “Espalhando Amor e Energia Positiva pelo Mundo”, como surgiu esse conceito dentro de você e por que.

Por eu estar sempre pintando nas ruas, as pessoas sempre me paravam para elogiar e diziam como minhas pinturas as faziam felizes.  Isso me fez pensar muito sobre o meu trabalho e decidi dar início a este projeto, isso me fez muito feliz, pois tinha a possibilidade de estar pintando nas ruas, em contato com milhões de pessoas que estariam passando por lá e eu poderia estar mandando uma mensagem positiva, passando um pouco de conforto a muita gente.

O que o graffiti representa na sua vida como um todo?

É uma plataforma para eu me expressar com o mundo, algumas pessoas escrevem livros, outras, escrevem música ou poesia, eu uso minha arte para expressar meus sentimentos.

Mais Waleska em: http://www.waleska.co.uk/   

Fotos: Bela Gregório

Postado por: Bela Gregório

Saturday Morning

27 set

Foto: Risada Smile

Postado por: Bela Gregório

Entrevista: Aline

16 set

Aline Lorenzon tem 29 anos e começou a pintar os muros de São Paulo no ano de 1997. Através da forte relação com a pixação, passou a observar os trabalhos de grafite pela cidade.

A descoberta da rua como suporte para arte foi muito importante no envolvimento de Aline com o graffiti. “Descobri a rua como um suporte gigante para me expressar, uma galeria gratuita de diversos artistas e estilos”.

Nesta entrevista, ela conta um pouco da relação pessoal com a rua e a paixão pelo “bomb”.

Qual é a sua relação com o “bomb” e com o ato de pintar na rua?

Sempre foi uma relação muito boa. Acho que o bomb me traz uma sensação de liberdade, talvez porque na maioria das vezes são feitos sem autorização, tem que ser rápido, tem a adrenalina, tem a coisa da transgressão… E quanto a pintar na rua, graffiti é isso! Tem o contato com a realidade. Aliás, graças ao graffiti e a rua eu sou a pessoa que sou hoje. Convivo com muitas pessoas que com certeza se chocam com notícias que vêem e ouvem, mas pelas minhas experiências pintando na rua, pude conhecer muito mais de perto realidades que muitos só conhecem pela TV.

Quando começou, surgiu algum tipo de empecilho ou desafio por ser uma mulher escritora de graffiti?

Não tive empecilhos, nem mesmo da minha família que sempre me apoiou em tudo o que quis fazer. Também não posso dizer que sofri preconceitos, sempre fui muito incentivada. Já o desafio… Sempre me sinto desafiada principalmente por mim mesma a me descobrir, a fazer algo legal, a superar os meus limites. Nem eu e nem nenhuma grafiteira tem que ser considerada inferior a qualquer grafiteiro, aliás, tem muita mulher pintando por ai quem põe muito homem no chinelo.

Quais foram as suas principais inspirações quando começou a pintar na rua?

Acho que minhas inspirações sempre vieram do meu interior, daquilo que eu estava sentindo no momento, das coisas que eu vivo e vivi.

O que você acha da cena feminina em São Paulo?

A cena cresceu muito da época em que eu comecei até hoje em dia.  Tem muita gente com um trabalho muito bom. Tenho visto que tem muitas meninas fazendo letras também, o que eu acho ótimo!

Cada pessoa tem sua história, sua vida, mas acho que ainda falta um pouco mais de atitude. De sair pra rua e chegar pintando.

Como você se vê na rua?

Tenho muitas dúvidas na minha vida… O graffiti é uma das poucas certezas que tenho. Deste modo, quando estou na rua pintando, me vejo e me sinto uma pessoa mais importante, mais feliz, mais completa e satisfeita.

Diga o que a Aline representa em uma frase.

Sou péssima nisso… Então, vou colocar um pedacinho de uma música do Bob Marley: “I’m a rebel, soul rebel. I’m a capturer, soul adventurer”.

Mais Aline em: http://www.flickr.com/photos/alinetsc/

Fotos: Bela Gregório

Postado por: Bela Gregório

In action!

24 ago

Vídeo por: Jessé Henrique

Postado por: Bela Gregório

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